Tivemos a oportunidade de entrevistar Carles Aleñá, um jogador que, apesar dos seus 21 anos, já viveu o sabor do futebol profissional, tanto com uma subida de divisão pela equipa B como ao vestir a camisola da equipa principal do Futebol Clube Barcelona. Nesta entrevista, conhecemos o seu lado mais pessoal, através das suas experiências e vivências. Aleñá joga com chuteiras adidas, pelo que, como seria de esperar, também quisemos saber mais sobre o material desportivo que utiliza.
ENTREVISTA A CARLES ALEÑÁ / JOGADOR DO FUTEBOL CLUBE BARCELONA
*Fútbol Emotion: Como começou a tua relação com a marca alemã adidas?
*Carles Aleñá: Lembro-me perfeitamente. Depois de nos sagrarmos campeões do torneio nacional de futebol de 7 de Brunete, a adidas entrou em contacto comigo para que passasse a utilizar as suas chuteiras. Na altura, nem queria acreditar. Como é que, sendo tão pequeno, me podiam oferecer uma coisa destas? Desde os 12 anos até aos dias de hoje.
*F. E: Se pudesses escolher um adjetivo para estas chuteiras adidas Predator, qual seria?
*C. A: Especiais, sem dúvida.
*F. E: Sabes quantas chuteiras utilizas por época?
*C. A: Mais ou menos 5 por época.
*F. E: Guardas alguma chuteira especial na tua coleção?
*C. A: Sim, guardo apenas um par de chuteiras. As adidas Predator 19+ vermelhas com que marquei o meu primeiro golo pela equipa principal do Futebol Clube Barcelona. Guardo-as com muito carinho.
*F. E: Tens algum objeto que te dê sorte?
*C. A: Sim, há um que me acompanha sempre. Na carteira, guardo sempre um terço que me foi dado pela minha avó e a Nossa Senhora de Lourdes, que tenho também tatuada no braço. É o meu amuleto, algo que me dá muita sorte.
*F. E: Qual é a tua primeira memória relacionada com o futebol?
*C. A: Lembro-me sobretudo de quando comecei, ainda muito pequeno, na formação do Barça. Lembro-me também de ter dois anos a menos do que os restantes companheiros. Naquela altura, saía mais cedo da escola porque estava à minha espera um táxi que me levava a treinar ao Mini Estadi. Era complicado, porque tinha apenas 6 ou 7 anos e jogava com miúdos de 9 anos, que, além disso, jogavam muito bem. Lembro-me perfeitamente dos treinos no “Mini”.
*F. E: Já pesquisaste o teu nome no Google?
*C. A: (Ri-se) Alguma vez, sim. Ultimamente, muito menos, mas já pesquisei alguns vídeos de compilação dos golos que costumam ser publicados, sobretudo quando terminam os jogos e saem os resumos. Mas, se for sincero, já lá vão alguns anos desde essas pesquisas no Google.
*F. E: Após a construção do estádio Johan Cruyff, o Mini Estadi passou à história. Que sensação vão perder os miúdos e miúdas que já não poderão desfrutar deste estádio?
*C. A: O Mini sempre foi um estádio especial, que faz parte da história do Futebol Clube Barcelona. Foi de lá que saíram grandes jogadores que todos conhecemos, como Xavi, Andrés Iniesta ou Leo Messi. Eu, pessoalmente, pude desfrutar durante muitos anos desta parte da história culé, mas tenho a certeza de que, quando algo termina, algo de bom está prestes a começar. O Estádio Johan Cruyff será um campo de onde sairão mais talentos do Barça. Será uma segunda parte daquilo que foi o Mini Estadi.
*F. E: Qual é a melhor recordação que guardas do Mini Estadi?
*C. A: Destacaria sobretudo duas. A primeira foi a minha estreia pelo Barça “B”, quando ainda era juvenil. E a mais importante, aquela que mais me marcou neste campo, foi quando subimos à Segunda Divisão “A” frente ao Racing de Santander. Foi um dia fantástico e cheio de emoções, com as bancadas completamente cheias. Além disso, estivemos sempre acompanhados pela família e pelos amigos.
*F. E: O que dirias ao teu EU de há 10 anos?
*C. A: Se for sincero, não sou muito de dar conselhos, mas é verdade que não mudaria grande coisa em relação ao que fiz. Aproveitar muito, desfrutar e aproveitar cada treino, tal como tenho feito. Cada momento como futebolista é um presente, porque sinto-me um privilegiado por poder dedicar-me àquilo de que gosto. Estando no Barça, proporcionam-te todas as condições e é preciso valorizá-lo, porque o tempo passa a voar. Respeito e desfrutar. Ficaria com essas duas palavras.
*F. E: Hat-trick nas meias-finais ou golo na final?
*C. A: Sem hesitar nem por um segundo, golo na final.
*F. E: A que te dedicarias se o futebol não tivesse aparecido na tua vida?
*C. A: A verdade é que é uma pergunta que poucas vezes me fiz. Não consigo imaginar a minha vida sem futebol. Provavelmente, se não fosse futebolista, teria alguma ligação ao futebol ou ao mundo do desporto em geral. Gostava da ideia de ser treinador, mas, como te digo, nem tenho tempo para assimilar ou sequer pensar nessa pergunta.
*F. E: E qual seria o outro desporto, além do futebol?
*C. A: Muito provavelmente o ténis, adoro.