A tendência das marcas tornou-se a de desenvolver primeiro o calçado de futebol e, posteriormente, basear-se nesses modelos para criar o calçado de futsal. Uma tendência criticada no mundo do futsal, mas que também nos deixou excelentes sapatilhas para a prática deste desporto. Acompanha-nos neste artigo e descobre quais foram algumas destas melhores adaptações para o futsal.
O mundo do futsal sempre foi um universo que, infelizmente, tem sido visto como um “segundo plano” em relação ao futebol de 11. São desportos que, apesar de diferentes, muitos consideram homólogos, apenas com dimensões distintas. Esta perceção reflete-se de forma clara na importância que as marcas de material desportivo atribuem a cada um deles. A tendência, que parece ter-se tornado regra, é a de desenvolver primeiro chuteiras e, posteriormente, basear-se nesses designs para criar o calçado de futsal.
Nike React Tiempo Legend Pro 9 IC
A recente evolução geracional da linha Tiempo também trouxe mudanças no seu equivalente para o 40x20. Neste caso, o upper do modelo topo de gama passou a ser em pele de canguru. Além disso, o perfil de amortecimento Lunarlon foi ajustado, com redução da espessura, aumentando assim a sensação de contacto com a bola. Ainda assim, esta alteração no perfil de jogo não agradou a todos os adeptos da linha, levando alguns utilizadores a optar pelo Nike Tiempo LegendX 9 Academy IC. Um modelo com boas prestações, com recurso a pele sintética na estrutura e Phylon na meia-sola.
adidas Predator Freak.3 LL IN
A chegada do Mundial de 2014 marcou um ponto de viragem na forma como as chuteiras Nike passaram a ser desenvolvidas. A Nike, concorrente direta da adidas, lançou as primeiras chuteiras “com meia”, produzidas em tecido Flyknit, que proporcionavam uma sensação de compressão muito confortável para o utilizador. Neste caso, a marca das três riscas tinha duas opções: seguir o caminho da Nike ou inovar e ser mais disruptiva. Os alemães optaram pela segunda hipótese, lançando as adidas Ace 16+ Purecontrol. Este modelo, produzido em Primeknit — o equivalente da adidas ao Flyknit — oferecia uma experiência totalmente nova ao permitir jogar com uma chuteira de futebol sem cordões.
Pouco tempo demoraria até esta tecnologia ser transportada para o mundo do futsal, com o aparecimento da primeira sapatilha sem cordões para esta modalidade: a adidas Ace Tango 17+ Purecontrol IN. Este calçado foi evoluindo em paralelo com os seus homólogos no futebol, até chegar a 2018. Nesse ano foi lançado um modelo que muitos fãs da marca das três riscas sentiam falta na coleção: a linha Predator. Este clássico regressou aos pavilhões com um design renovado, inspirado no passado, incorporando algumas das tecnologias deixadas pela sua antecessora adidas Ace. Desta forma, voltava aos campos indoor a linha Predator com a adidas Predator Tango 18+ IN. Uma sapatilha com um corte onde se destaca a tecnologia Purecut, que apresenta uma parte superior adaptável e um design sem cordões nem costuras. Além disso, este upper combina-se com a tecnologia Boost na meia-sola, garantindo um excelente amortecimento e um retorno de energia ideal em cada apoio. Em resumo, uma sapatilha bastante arrojada pela ausência de cordões, mas que não desiludirá quem se atrever a utilizá-la.
Puma Ultra 1.3 Pro Court
A marca alemã Puma é uma das mais conhecidas no mundo do futebol. As linhas Ultra e Future são duas das chuteiras mais icónicas do desporto rei. A Puma também quis trazer estes dois modelos para o futsal e as Ultra, na sua versão 1.3, parecem-nos um bom trabalho dos alemães no sentido de integrar o seu calçado nos pavilhões de forma definitiva. A sua estrutura simples, combinada com knit na zona do upper e os acabamentos tanto na biqueira como na meia-sola, leva-nos a pensar que, desta vez, a Puma deu realmente atenção ao mundo do 5 contra 5, apresentando umas sapatilhas que conseguem competir com as restantes marcas.
adidas Copa Mundial PK TR
A chegada da linha Copa ao futebol não foi mais do que a confirmação de um facto: a necessidade de um modelo clássico, com linhas tradicionais mas dotado de tecnologia moderna. Um modelo que se situa entre a tradicional adidas Copa Mundial e os modelos mais recentes da marca. A adidas Gloro foi um bom modelo na sua primeira geração: estrutura em pele de canguru, sola Comfort Frame herdada da adidas 11pro e, para agradar aos mais puristas, uma língua reversível com borracha. No entanto, isto mudou na segunda geração, que não conseguiu convencer da mesma forma os adeptos da marca alemã.
Nesta edição limitada, a adidas deu um novo estilo às Copa, transformando estas chuteiras de pele natural numa sapatilha em Primeknit e aplicando cores extremamente chamativas, que assentam muito bem no modelo mais clássico da marca alemã.
Nike Zoom Mercurial Vapor
O modelo topo de gama da Nike propôs-se também a ser uma referência nos pavilhões de futsal. É verdade que com a Nike React Gato já temos uma sapatilha leve, fabricada com materiais muito semelhantes aos desta Nike Zoom Mercurial Vapor, mas isso não impede que estas sapatilhas sejam uma excelente opção para competir a qualquer nível.
Um modelo construído numa única peça, que tem como principais características o ajuste e a leveza, mas cujas diferentes camadas de materiais que o compõem oferecem também a estrutura necessária dentro do campo. Sem dúvida, uma excelente adaptação da chuteira mais icónica da Nike para o futsal.
Em suma, existem múltiplos calçados para múltiplos perfis de jogo. Mas, se tivesses de escolher um modelo, com qual ficas? Lembra-te que podes adquirir todos os produtos mencionados nesta análise, assim como muitos outros, no site da Fútbol Emotion.
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