Com o lançamento das chuteiras em knit, em 2014, surgiu uma nova tendência que veio revolucionar o design das chuteiras: os modelos de cano alto, com tornozelo elástico. Este conceito mantém-se até aos dias de hoje, com maior ou menor destaque consoante a coleção. A "meia" proporciona a tão apreciada sensação de "chuteira-meia" e contribui para um ajuste mais envolvente, tirando o máximo partido da construção em knit. Em 2020, as novas adidas Predator 20+ apresentam uma das "meias" mais marcantes alguma vez vistas na linha Predator, reforçando ainda mais o conceito de ajuste das chuteiras sem cordões.
No entanto, como acontece com qualquer inovação, esta "meia" de perfil mais agressivo não agrada a todos os jogadores. A pensar nisso, a marca alemã lançou também as adidas Predator 20.1 Low, uma versão que mantém praticamente todas as características técnicas das Predator 20.1, mas dispensa a meia elástica. O resultado é um visual mais clássico e um ajuste que faz lembrar as Predator de gerações anteriores. Uma escolha que agradou, e muito, aos mais puristas.
Com ou sem meia? Eis a questão
Depois de apresentadas as duas versões, é altura de perceber o que realmente as distingue. As Predator 20+ recorrem a uma parte superior em Primeknit e integram o tão aguardado DemonSkin, uma tecnologia concebida para aumentar a aderência à bola e potenciar o controlo, os remates e os passes.
Além disso, estamos perante umas chuteiras sem cordões, uma característica já habitual nos modelos de gama alta da adidas, mas que continua a impressionar pela eficácia que oferece. A sola foi igualmente redesenhada, apresentando uma configuração de pitons mais fiel ao ADN Predator. A placa é dividida em duas partes e os pitons, dispostos em formato triangular, devolvem a tração agressiva que sempre caracterizou esta linha.
Já as Predator 20.1 Low mantêm praticamente a mesma construção da parte superior, mas eliminam a meia elástica, proporcionando um ajuste mais tradicional, ideal para quem prefere uma sensação mais clássica. O encaixe faz lembrar o das adidas X 19.1, graças à língua minimalista integrada no corpo da chuteira e ao reforço na zona do calcanhar. O material continua a ser Primeknit, embora o DemonSkin esteja presente em menor quantidade e com elementos de dimensões mais reduzidas.
Nas Predator 20.1 Low, o DemonSkin concentra-se apenas nas principais zonas de contacto com a bola, numa abordagem que faz lembrar as antigas Predator Lethal Zones. Os elementos são também mais discretos, integrando-se melhor no design da chuteira, sem perderem a capacidade de melhorar o contacto com a bola e reforçar o remate, uma das imagens de marca da linha Predator. O ajuste interior é ligeiramente mais justo, adaptando-se especialmente bem a jogadores com pés mais estreitos. Além disso, o sistema de cordões permite obter um excelente nível de fixação do pé.
No interior, esta versão reduz algumas das camadas de espuma presentes nas Predator 20+, pelo que não oferece a mesma sensação de conforto extremo. Ainda assim, graças à sua construção, continua a ser uma chuteira muito confortável e capaz de se adaptar à maioria dos tipos de pé. Quanto à sola, as diferenças são apenas estéticas: as Predator 20.1 Low dispensam o acabamento cromado da versão de topo, mas utilizam exatamente a mesma placa ao nível do desempenho.
Em suma, estamos perante duas chuteiras adidas de gama alta que facilmente encontramos nos pés de jogadores profissionais. As Predator 20.1 Low destacam-se pelo ajuste mais clássico, pela precisão proporcionada pelo DemonSkin nas zonas-chave e pela sensação familiar que recupera a essência das Predator de outras gerações. Já as Predator 20+ representam a visão mais inovadora da adidas, com um design marcante, DemonSkin distribuído por praticamente toda a superfície e uma construção totalmente sem atacadores. No final, a escolha depende sempre das preferências de cada jogador. E tu, qual escolherias?
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