Tenho de dizer que o caminho que a Nike Football acabou por seguir com o lançamento desta nova chuteira foi o mais adequado. As Nike Phantom Vision, apesar de serem das minhas favoritas, e as Nike Phantom Venom, indispensáveis nos pés de alguns dos jogadores mais letais do planeta, acabaram por não convencer totalmente, tanto o público em geral como os melhores jogadores profissionais do mundo.
Com isso em mente, a Nike apresenta esta nova chuteira Nike Phantom GT. Uma chuteira especialmente desenvolvida para jogadores que têm mais contacto com a bola e que privilegiam um toque mais refinado. Segundo a Nike, as Phantom GT são as chuteiras que, com maior frequência na história da marca, foram analisadas através de dados durante o seu processo de criação. O Nike Sport Research Lab (NSRL) analisou informações e detalhes como os diferentes ângulos e intensidades de contacto de um jogador com a bola enquanto usa este modelo.
Nike Phantom GT - Generative Texture
A criação desta chuteira não foi fácil, já que resultou da fusão de duas linhas tão diferentes como as Phantom Vision e as Phantom Venom. Era difícil chegar ao ponto essencial e crítico que a Nike procurava numa nova chuteira sem inovar ou, pelo menos, sem trazer algo novo em termos de tecnologia, recuperando elementos distintos e marcantes do passado e tornando-os eficazes no presente. O design final das Phantom GT (Generative Texture) acabou por combinar um conjunto de dados digitais retirados das VSN e VNM, ao qual foram adicionados detalhes mais marcantes do passado, criando assim uma chuteira com um toque e uma sensação ainda mais apurados, ajudando a potenciar ainda mais as capacidades criativas do jogador de futebol.
Parte superior da Nike Phantom GT
O primeiro elemento que podemos observar e aquele que mais se destaca no design e na construção é, sem dúvida, o posicionamento dos cordões. O sistema de cordões desta chuteira foi deslocado para o lado exterior, algo já visto anteriormente nas antigas Total 90, permitindo ao jogador uma superfície de contacto ainda maior com a bola.
Após dois anos de investigação e desenvolvimento, a equipa de designers da Nike acabou por chegar a um conjunto de padrões, alturas e ângulos específicos para começar a desenhar esta chuteira a partir da parte superior. Todos os tipos de texturas aplicadas neste modelo foram estudados ao detalhe, de forma a que fosse possível obter um produto final que não fosse demasiado volumoso nem apresentasse um excesso evidente de aderência.
Ao moldar estas texturas na parte superior diretamente com um material de elevada qualidade como o Nike Flyknit, foi possível obter uma chuteira com uma sensação muito suave ao toque, bastante flexível e sem qualquer problema em relação ao peso, já que estamos perante umas chuteiras bastante leves.
Sola da Nike Phantom GT
A sola e os pitons desta chuteira são totalmente novos. No entanto, diria que o seu design estético também se inspira claramente nas solas das antigas Total 90. Ainda assim, este novo sistema Nike Hyperquick apresenta uma placa com diferentes tipos de pitões.
No calcanhar encontramos uma zona mais rígida, com dois pitons cónicos na extremidade que oferecem um apoio muito sólido em ações de apoio e mudanças de direção mais rápidas. Também podemos ver pitons em lâmina ao longo de toda a sola, que ajudam na estabilidade e tração em campo. Este padrão de pitons parece-me especialmente adequado a este tipo de chuteira e foi, sem dúvida, uma escolha acertada da Nike para uma chuteira focada na agilidade.
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