Todos os dias recebemos inúmeras mensagens nas redes sociais de pessoas que nos perguntam qual é a sola mais indicada para cada tipo de terreno de jogo. Percebemos, por isso, que este continua a ser um tema desconhecido para muitos jogadores, apesar de ser fundamental para prevenir lesões e garantir o melhor desempenho e segurança dentro de campo. Por esse motivo, decidimos criar um guia completo sobre os diferentes tipos de sola das chuteiras, para que possas consultá-lo sempre que necessário e escolher a opção mais adequada ao terreno onde jogas.
Começamos pelo primeiro tipo.
SOLA SG
A primeira sola que apresentamos é a SG (Soft Ground), desenvolvida exclusivamente para utilização em campos de relva natural.
A principal característica deste tipo de sola é a incorporação de pitons de alumínio, mais agressivos do que os convencionais, cuja função é proporcionar a máxima tração em superfícies de relva natural. Quando os campos estão bem cuidados e devidamente regados, o terreno tende a apresentar-se mais macio e húmido, sendo precisamente nessas condições que a sola SG revela todo o seu potencial. Graças aos seus pitons, é a única sola capaz de penetrar eficazmente neste tipo de superfície, garantindo a aderência necessária para mudanças de direção, acelerações e travagens sem comprometer a estabilidade do jogador.
Atualmente, existem dois tipos de sola SG: uma versão composta exclusivamente por pitons de alumínio e uma versão mista, que combina pitons de alumínio com pitons em material sintético.
Segue a tradução para português de Portugal, mantendo o formato e adaptada ao contexto de um artigo de blog desportivo sobre chuteiras:
SOLA FG
Passamos agora para a minha sola favorita e, provavelmente, a mais versátil de todas, já que pode ser utilizada em diferentes tipos de superfície.
A sola FG (Firm Ground) foi concebida principalmente para relvados naturais. Por esse motivo, é o tipo de sola mais utilizado por muitos futebolistas profissionais.
Aqui encontramos exclusivamente pitons de plástico, geralmente com formatos laminados ou triangulares, desenvolvidos para penetrar corretamente no terreno e proporcionar uma excelente tração.
Além disso, este tipo de sola tende a ser ligeiramente mais flexível do que uma SG e, para muitos jogadores, também mais confortável.
SOLA AG
Chegamos agora à sola AG (Artificial Ground), cujo próprio nome já indica a sua finalidade.
Trata-se de uma sola desenvolvida exclusivamente para campos de relva artificial, independentemente da geração ou do tipo de superfície.
Os seus pitons são mais pequenos e mais baixos do que os de uma FG ou SG, oferecendo uma tração menos agressiva, mas proporcionando, em contrapartida, uma maior estabilidade.
Outra das suas características é a presença de um número superior de pitons em comparação com as solas anteriores. Esta distribuição tem como objetivo repartir melhor as pressões, aumentar a estabilidade e reduzir o impacto nas articulações quando se joga em superfícies artificiais.
SOLA TURF
Por fim, chegamos à sola utilizada pelos jogadores de futsal ou em jogos recreativos realizados em superfícies duras.
A sola Turf foi feita para terrenos planos, onde os pitons não precisam de penetrar na superfície. O seu principal objetivo é proporcionar estabilidade e conforto em campos de cimento, taco ou relva sintética de primeira geração.
Caracteriza-se pela incorporação de um grande número de pequenos pitons de borracha, muito baixos e discretos. Este material, além de ser bastante resistente, oferece uma excelente flexibilidade e conforto, tornando a sola especialmente confortável para este tipo de superfícies.
Conhecer as diferenças entre estas solas é fundamental para tirar o máximo partido das nossas chuteiras e, acima de tudo, para jogar de forma mais segura em cada tipo de terreno.
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