Será esta a seleção italiana mais forte dos últimos anos?

Na noite de ontem, a seleção italiana somou o seu 19º resultado positivo consecutivo frente a uma seleção neerlandesa repleta de jogadores de altíssimo nível e grande qualidade. Muitos ficaram satisfeitos com o que se viu no jogo de ontem, mas outros não estão nada contentes. Hoje vamos analisar o que já foi feito até agora e o que ainda falta a esta seleção...

15 Outubro 2020 - Escrito por Paulo Pinto
Antes de analisarmos todo o percurso que a seleção italiana tem realizado até ao momento, convém parar para olhar com atenção para o jogo de ontem. Um encontro muito exigente para os homens de Roberto Mancini, que defrontaram uma seleção neerlandesa repleta de estrelas internacionais como Virgil van Dijk, Frenkie de Jong, Memphis Depay e muitos outros jogadores de alguns dos principais clubes da Europa. No entanto, esse nível de exigência não intimidou os jogadores italianos, que durante vários períodos do jogo conseguiram impor o seu estilo, graças, entre outros, à grande exibição de Nicolò Barella e Lorenzo Pellegrini, autor do golo que colocou a Itália em vantagem aos 16 minutos da primeira parte. Pouco depois, a seleção neerlandesa conseguiu empatar através de um golo de Donny van de Beek, recente reforço do Manchester United.

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Durante a segunda parte não houve mais golos. Ambas as equipas tiveram oportunidades perigosas, mas nenhuma delas foi aproveitada da melhor forma. É precisamente aqui que reside uma das principais preocupações de muitos adeptos italianos: a falta de eficácia na finalização. Um problema que já tinha ficado evidente frente à Polónia e que voltou a surgir neste encontro.

A posição de avançado está preenchida por jogadores de grande nível como Ciro Immobile, Bota de Ouro de 2020, Andrea Belotti ou Francesco Caputo. No entanto, nenhum deles tem conseguido transportar de forma consistente para a seleção o rendimento que apresenta nos respetivos clubes. Também se aguarda com expectativa o regresso de Nicolò Zaniolo, uma das grandes ausências devido a uma lesão grave.

Um dos aspetos mais positivos para a Itália foi, sem dúvida, o desempenho dos jogadores que saíram do banco. Jogadores como Manuel Locatelli e Moise Kean trouxeram frescura, energia e dinamismo, também graças à sua juventude. Da mesma forma, a entrada de Alessandro Florenzi revelou-se muito importante pela sua experiência e pela enorme quantidade de jogos acumulados ao serviço da seleção italiana.


Também merece uma menção especial a evolução do guarda-redes da seleção italiana, cada vez mais decisivo tanto com a camisola azzurra como ao serviço do seu clube. Gianluigi Donnarumma voltou a destacar-se com várias intervenções de grande nível. Muitos pensavam que, após o fim da carreira de Gianluigi Buffon, se abriria um enorme vazio na baliza italiana, mas a realidade acabou por provar exatamente o contrário. “Gigio” tem vindo a crescer de forma consistente até se afirmar como um dos melhores guarda-redes do mundo e, sem dúvida, será uma das peças mais importantes para a Itália nas grandes competições internacionais.

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Fazendo um breve balanço geral, podemos afirmar que a seleção italiana está a realizar um excelente trabalho. O empate frente aos Países Baixos permitiu prolongar a série de jogos sem derrotas para dezanove encontros consecutivos, uma das melhores sequências da história recente da seleção.

Por tudo isto, há motivos para otimismo tendo em vista o próximo Campeonato da Europa. A recuperação dos jogadores lesionados, a evolução constante dos jovens talentos e a experiência dos jogadores mais veteranos podem dar à Itália o equilíbrio perfeito para competir ao mais alto nível e assumir um papel de destaque na competição.

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