O que é a Superliga?
Explicamos rapidamente o que é esta nova competição e como está estruturada. Trata-se de um torneio privado composto por 20 equipas: 15 fixas, que não mudariam ao longo do tempo, e outras 5 que entrariam por mérito desportivo. Uma competição que deixa de fora a maioria dos clubes, tornando a sua participação quase impossível. A Superliga foi criada por alguns dos presidentes mais influentes do futebol moderno, como Florentino Pérez ou Agnelli, que são os principais fundadores, mas também aqueles que definiriam as regras deste campeonato.
Esta espécie de “Champions alternativa” seria formada por dois grupos de 10 equipas que se defrontariam entre si num formato de liga, com jogos em casa e fora. Os três primeiros de cada grupo avançariam para as fases a eliminar, enquanto os quartos e quintos jogariam uma espécie de play-off para continuarem na competição. Os jogos seriam disputados durante a semana, exceto a final, que teria lugar num estádio neutro ao fim de semana.
Prós e contras
Claro que este novo formato gerou muito debate, trazendo à tona tanto aspetos positivos como negativos. Vejamos alguns dos possíveis pontos a favor:
- Todos os jogos teriam um nível técnico muito elevado, já que participariam as melhores equipas, aumentando o espetáculo para os adeptos.
- Haveria muito mais jogos: na atual Liga dos Campeões um clube pode disputar no máximo 13 encontros se chegar à final, enquanto neste formato o mínimo seria 18 e o máximo 25.
- Os clubes fundadores teriam um enorme crescimento económico, que em teoria também beneficiaria os clubes mais pequenos.
- O novo formato seria mais apelativo do que a atual Liga dos Campeões, com grupos maiores e mais jogos.
Passemos agora aos aspetos negativos da Superliga:
- As equipas mais modestas teriam menos margem de crescimento, já que seria uma competição fechada e exclusiva. Um clube mais pequeno deixaria de ter a possibilidade de crescer e competir com os grandes.
- Desapareceriam as surpresas e histórias improváveis que tanto marcam o futebol, como as campanhas de Atalanta, Ajax ou Leipzig em grandes competições.
- Criar-se-ia uma maior distância económica entre os clubes ricos e os menos poderosos.
- Perder-se-ia a essência do desporto e do futebol: acreditar nos sonhos e no impossível.
- Os jogadores que participassem nesta competição poderiam ficar impedidos de jogar competições pelas suas seleções, como o Euro ou o Mundial.
O que está a acontecer agora?
Após o anúncio da Superliga, o mundo do futebol parou para refletir. A maioria dos adeptos e jogadores não vê com bons olhos esta competição. Em Inglaterra chegaram mesmo a ocorrer manifestações para travar o que muitos chamaram de “o fim do futebol”. A pressão fez com que os clubes ingleses fundadores (Manchester City, Manchester United, Tottenham, Chelsea, Arsenal e Liverpool) abandonassem o projeto, o que também levou à saída dos italianos Inter e Milan.
E agora, em que ponto fica tudo isto? Pois bem, os clubes espanhóis e a Juventus continuam a acreditar firmemente no projeto e veem-no como uma possível solução para o futebol. Vão continuar a tentar avançar com a Superliga, talvez ajustando algumas regras para agradar a todos.
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