Agora que ainda existem tamanhos e modelos diferentes das anteriores Predator Freak, é o momento perfeito para analisar as diferenças e perceber em que pontos deves prestar atenção para escolher uma chuteira ou outra. Assim, se estás prestes a comprar umas Predator, esperamos ajudar-te a decidir.
Chuteiras adidas Predator
A primeira coisa que temos de referir, e que muda de forma radical, é o toque, já que o “elemento Predator”, como gostamos de lhe chamar, é completamente modificado, passando do Demonskin 2.0 para o Zone Skin. Deixamos de lado os spikes ou “picos”, dando lugar a novas zonas de remate, numa clara inspiração nas antigas Predator Lethal Zones. O toque, por isso, muda. Os “picos” ou spikes das anteriores adidas Predator Freak permitiam um toque preciso e milimétrico, uma vez que o apoio na aderência era garantido por 2 ou 3 spikes em cada contacto com a bola, algo que agrada, e muito, em passes e remates a alta velocidade.
Por outro lado, as novas adidas Predator Edge contam com painéis maiores, que cobrem uma maior área do Primeknit da parte superior, o que faz com que o toque seja menos preciso, mas mais forte e contundente. Cada toque e cada remate é auxiliado por todos os elementos da Zone Skin, algo que se nota sobretudo nos remates, proporcionando uma sensação fantástica.
Se passarmos ao “fit”, ou seja, ao ajuste da chuteira, a primeira coisa que salta à vista é a nova forma das Edge, bastante mais larga, algo que muitos futebolistas vão certamente apreciar. Além disso, é uma chuteira um pouco mais aberta e mais fácil de calçar (especialmente quando comparada com as versões sem cordões).
Do lado das Freak, temos um corte mais justo e com menos espaço na zona média do pé, o que faz com que a chuteira fique mais apertada e envolvida.
Um último detalhe relacionado com o ajuste é a zona frontal, já que nas Edge é consideravelmente mais alta do que nas Freak, o que nos dá mais espaço na área dos dedos. Este aspeto, aliado a uma zona média do pé mais larga, faz com que, neste caso, recomendemos escolher muito bem o tamanho, pois em algumas situações é possível que fiquem mais confortáveis com meio tamanho abaixo.
Em suma, se tens o pé mais estreito ou gostas de chuteiras mais justas, as adidas Freak são para ti. Por outro lado, se tens o pé mais largo ou a zona média do pé é mais volumosa, vais sentir-te mais confortável com as adidas Predator Edge.
Terminamos com a análise da sola de ambas as chuteiras, que é talvez o elemento que menos muda, já que apresenta uma distribuição de pitons semelhante, mas com um leve redesenho que, pessoalmente, me agrada bastante. As novas Predator Edge têm pitons mais triangulares, algo que gosto particularmente, pois oferecem esse extra de tração nas saídas e arrancadas, completando um agarre relativamente agressivo, uma característica marcante das Predator dos anos 90.
Além disso, a nova sola denominada Facetframe conta com um diamante na parte frontal, chamado Powerfacet, que ajuda a deslocar o peso da chuteira para a frente, proporcionando mais força no remate. Este detalhe já tinha sido visto em gerações anteriores das Predator e é, sem dúvida, bastante apelativo.
No caso das Freak, a tração é mais clássica, com pitons quase semi-cónicos, o que nos oferece melhor apoio nas rotações e um agarre ao relvado menos agressivo. Aqui, amigas e amigos, é simplesmente uma questão de gosto.
Concluindo, temos duas chuteiras que respiram a essência Predator em todos os momentos, mas com duas interpretações totalmente diferentes. Se procuras uma chuteira com um toque mais preciso, mais justa e com uma sola mais clássica, a Freak encaixa melhor. No entanto, se gostas, como é o meu caso, de uma tração mais agressiva, de uma chuteira mais larga e de sentir todo o reforço da chuteira nos remates, as adidas Predator Edge serão a escolha perfeita para ti. Agora, a decisão final é vossa.
Inicia sessão ou
cria a tua conta
A tua melhor versão começa aqui. Entra e põe-te no teu prime