Hoje, as chuteiras Puma são as protagonistas. Certamente muitos de vocês já repararam que, mais uma vez, a Puma volta a dar destaque às chuteiras mais tradicionais, algo que nos recorda imediatamente o lançamento da Puma King Platinum em meados de 2019. Sim, é um conceito bastante semelhante, cerca de 90%, mas com diferenças significativas ao nível do design e do peso, que vamos analisar de seguida.
Tecnologias Puma King Lazertouch
Visualmente, nada têm a ver com as chuteiras Puma King clássicas. Talvez, numa altura em que assistimos a tantos avanços criativos e estruturais, as Puma ONE 20 sejam aquilo que mais se aproxima deste novo lançamento. Mas sejamos sinceros: as chuteiras, tal como a estratégia e todas as variantes do nosso desporto, precisam, por vezes, de ser adaptadas aos tempos atuais. Claro que podemos continuar a utilizar a chuteira clássica, aquela de sempre, mas acabamos por deixar de aproveitar todas as vantagens e tecnologias que as marcas desenvolvem para melhorar o nosso jogo.
Nestas novas chuteiras encontramos o principal motivo do seu lançamento: apesar de as inovações tecnológicas nas estruturas das chuteiras serem frequentemente o centro das atenções, as chuteiras em pele nunca nos desiludem. É tão simples quanto isso. Nesta edição, encontramos uma pele de canguru extremamente suave e, segundo a própria Puma, uma das grandes vantagens deste material é que não existe um alargamento excessivo com a utilização. Ou seja, tal como acontece com qualquer couro de qualidade, adapta-se rapidamente ao pé, ganhando alguma amplitude, mas sem perder a forma. Isto acontece graças à nova tecnologia Lazertouch, aplicada em toda a estrutura da chuteira. Através de gravação a laser, são criados padrões que se fundem com a pele, dando origem a texturas capazes de maximizar o rendimento da chuteira. Neste caso, existe um padrão aplicado nas zonas específicas de contacto com a bola, melhorando ainda mais o controlo através da superfície em pele.
Como já tínhamos visto anteriormente, a nova King apresenta um sistema de cordões tradicional e uma zona do peito do pé muito semelhante à da Puma ONE, fabricada em evoKNIT, permitindo uma entrada do pé mais confortável. Para uma sensação de ajuste ainda mais precisa, conta com uma nova estrutura externa no calcanhar, responsável por garantir uma estabilidade superior nos movimentos mais intensos e agressivos.
Ao nível da sola, não encontramos outra coisa senão versatilidade. Uma chuteira para todos. Com a designação FG/AG e, como todos sabem, a Puma dá-nos a possibilidade de a utilizar em campos de relva natural, seja seca ou húmida, ou em campos de relva artificial. Aqui é importante fazer uma pequena observação: o facto de apresentar a sigla AG significa, geralmente, que pode ser utilizada em qualquer tipo de campo de relva artificial. No entanto, como recomendação, considero que esta sola poderá não ser a opção mais indicada para alguns campos AG de primeira e segunda geração, uma vez que a superfície de apoio, na minha opinião, não é a mais adequada para os pisos artificiais mais antigos. A placa Rapidsprint é fabricada em Pebax e combina pitons cónicos com pitons laminados, oferecendo excelentes arranques em velocidade, graças ao seu peso extremamente reduzido, assim como uma boa capacidade de rotação nos movimentos de mudança de direção.
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