Há um mês, os tifosi italianos celebravam sob o mesmo céu, um céu pintado de azul que partia de Itália e chegava até Wembley. As emoções vividas a 11 de julho de 2021 dificilmente se voltarão a repetir e, por isso, é tão importante manter vivas essas memórias — as do caminho da Squadra Azzurra até ao topo da Europa. Hoje celebramos um mês desde que a Itália venceu o Campeonato da Europa e, embora também tenha derrotado a nossa querida seleção, pareceu-nos justo dedicar um artigo a estes jogadores que fizeram a diferença pelo seu país.
Itália - Turquia
Depois do excelente trabalho realizado por Mancini nos jogos de preparação para o Campeonato da Europa, a 11 de junho de 2020 disputou-se, em Roma, o primeiro jogo desta grande competição. As expectativas eram muito elevadas e a Squadra Azzurra não desiludiu. Com um contundente 3-0, com golos de Immobile, Insigne e um autogolo, a Turquia foi claramente superada e o entusiasmo atingiu o máximo. Um jogo perfeito, tanto a nível técnico-tático como emocional.
Itália - Suíça
O segundo jogo voltou a ser disputado em Roma. A equipa de Mancini repetiu a exibição da estreia, mantendo sempre a concentração elevada e aumentando ainda mais a ilusão. Novo 3-0, com um golo de Immobile e um bis de Locatelli. Um início perfeito, de sonho para o treinador, para a equipa e, claro, para os adeptos italianos.
Itália - País de Gales
O último jogo da fase de grupos foi disputado frente a Bale e companhia e, já com o apuramento garantido, Mancini optou por dar minutos aos jogadores menos utilizados, entre eles Matteo Pessina, o “menino de ouro” que, com uma movimentação típica de ponta de lança, empurrou a bola para o fundo da baliza e colocou a sua equipa em vantagem. Esse seria o único golo do encontro, suficiente para que Itália terminasse em primeiro do grupo com um desempenho de registo.
Itália - Áustria
O primeiro jogo a eliminar da competição, um duelo decisivo que podia deitar por terra tudo o que tinha sido conquistado até então. Teoricamente, a Áustria não era o adversário mais complicado, mas já se sabe como são estes encontros: qualquer equipa é dificíl — e assim foi. Um jogo duro que só foi desbloqueado graças a uma jogada de Chiesa que, com um remate de curta distância, abriu caminho para os quartos de final. Depois do 2-0 de Pessina, a Áustria ainda reduziu, mas, felizmente, o árbitro apitou para o final do encontro.
Itália - Bélgica
O adversário mais difícil até esse momento. A Itália enfrentava Lukaku, De Bruyne e Courtois. A Bélgica era favorita, além de ocupar o primeiro lugar no ranking da FIFA, mas todos sabemos que o futebol pode surpreender e que nem sempre vence a melhor equipa no plano teórico. Um jogo espetacular, muito ofensivo de ambas as partes e com um nível técnico elevadíssimo. Graças à astúcia de Barella e ao golo em arco de Insigne, a Itália conseguiu garantir o apuramento para as meias-finais contra todas as expectativas.
Itália - Espanha
O adversário mais imprevisível possível. Alguns acreditavam que seria um jogo acessível, outros antecipavam grandes dificuldades — e assim foi: a Espanha e o seu tiki-taka colocaram-nos em muitos problemas. Provavelmente o melhor jogo do Campeonato da Europa 2020, com 120 minutos repletos de jogadas, contra-ataques e golos. As grandes penalidades são sempre uma lotaria, mas, felizmente, conseguimos chegar à tão desejada final em Wembley. Donnarumma e Jorginho levaram todo um país até à final.
Itália - Inglaterra
Jogava-se em sua casa, em território adversário, mas isso não assustou os jogadores italianos — antes pelo contrário. O jogo não começou bem, já que aos 3 minutos a Inglaterra adiantou-se no marcador com um golo duro de encaixar. No entanto, a partir daí, a Itália assumiu o controlo da partida. Com calma e paciência, Bonucci conseguiu empatar o encontro e levar tudo para a decisão por grandes penalidades.
Os penáltis foram uma autêntica loucura. Rashford e Sancho, que tinham entrado exclusivamente para os marcar, falharam, deixando toda a responsabilidade em Jorginho, o especialista da seleção italiana. Desta vez, porém, o guarda-redes inglês conseguiu defender o seu remate. Ficava Saka frente a Donnarumma: dois jovens que iriam decidir o desfecho. Gigio vestiu-se de herói e defendeu o penálti decisivo, levando a seleção italiana ao topo.
Um final feliz para uma aventura que durou muito mais de um mês, preparada ao detalhe pelo selecionador Mancini e toda a sua equipa técnica. Um percurso que transformou um grupo extraordinário em campeões e devolveu o sorriso a todos os italianos.
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